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quarta-feira, 25 de março de 2009

Ação própria

A acumulação e concentração de capital tem raízes na apropriação do patrimônio coletivo, em detrimento do interesse público. O que ninguém produziu e que é essencial à vida é propriedade da corporação e pronta a ser comercializada ao maior lucro possível.

Durante a primeira fase do capitalismo, o comercial ou mercantilista, a riqueza dos países era medida pela quantidade de ouro e prata nos cofres. Para obter essa riqueza foi necessário incentivar as Grandes Navegações a fim de fazer novas descobertas. Terras além-mar de onde seria possível extrair matérias-primas para manter o ócio e a pompa do rei e da corte, visto que nos países promovedores da expansão marítima, os recursos naturais, especialmente metais, já estavam escassos decorrente do abuso na apropriação e exploração das jazidas ou afins que lá existia.

A apropriação, a princípio,européia,de riquezas da América, Ásia e África trouxe consequências incalculáveis que perduram até a contemporaneidade. A começar pela completa destruição das civilizações pré-colombianas e das inúmeras tribos indígenas dizimadas ou em crises de valores.
As colônias existiam para fornecer à metrópole o que ela necessitava delas, recursos naturais, sem nenhuma preocupação ou consciência social;o que resultou na acumulação de capitais pelas metrópoles, no desenvolvimento do capitalismo industrial e financeiro e na formação das D.I.T.s (Divisões Internacionais do Trabalho), estabelecendo como seria a base da economia até hoje: primária e extrativista ou industrializada e de alto valor agregado. O desenvolvimento e o
subdesenvolvimento seriam a herança histórica de séculos de apropriação, e consequente progresso de uns países, em prol do atraso de outros.

Aplicando a visão macro à microssistêmica, um país capitalista seria composto por várias instituições que funcionariam de maneira semelhante a ele. Partindo desse princípio, as corporações tentariam apropriar-se do público, e assim como a história conta, não significaria que algo pertence a todos, mas que esse elemento não seria de ninguém. Como os recursos naturais, em sua maioria, não são renováveis (e os que seriam estão deixando ser, tomando como exemplo a água devido à poluição), a posse deles provoca a menor disponibilidade para o resto da comunidade. Aproveitando-se disso, as empresas obtêm lucros fantásticos pois, de acordo com a lógica da economia, a procura intensa associada à pouca oferta no mercado promove a elevação dos preços, isto é, elas intervêm na política dos preços, tornando os consumidores dependentes.

Como o principal objetivo das corporações é lucrar o máximo possível, elas exploram sem limites; tanto os recursos naturais quanto as pessoas, simplesmente porque ela não vai perder a oportunidade de adquirir mais poder, maior determinação no comportamento do outro, caracterizando uma relação em que os benefícios e os malefícios são distribuídos injusta e desigualmente. Resultado: lucro às custas de terceiros e potencializado pela apropriação.

A posse e gestão privada dos recursos naturais levam a inacreditáveis acumulações de capital, mas também às desgraças.Dentre as externalidades negativas, a começar pela concentração de riqueza, estão as guerras. Guerras entre potências imperialistas que surgem de conflitos de interesses na busca incansável por mercados consumidores, mão de obra barata e matérias primas; tendo as reservas petrolíferas como palco mais frequente. Guerras civis, as chacinas e miséria africanas, produto das “partilhas amigáveis”e da invasão das multinacionais no continente com a cumplicidade dos dirigentes locais (assim como na grande parte do restante do planeta). Além das prováveis guerras contra países de alto potencial natural a ser explorado.

No entanto, essa extrema exploração poderia ser amenizada se todos pressionassem as corporações a promover ações que balanceassem as externalidades. A citar o fato de a Mac Donalds modificar a embalagem dos seus sanduíches,de isopor (que libera o gás CFC(cloroflúorcarboneto) e prejudica a Camada de Ozônio)para papelão, porque os consumidores deixaram de comprar o produto.

Em suma, a não ser que interfira em sua capacidade de acumular capital, através de pressões impostas pelos consumidores, por exemplo. As corporações não se sentem responsáveis por danos políticos, sociais, culturais e ambientais que a apropriação de recursos naturais pode
causar.

Perante essa situação de descomprometimento das corporações para com o bem geral, resta às pessoas mobilizarem-se e exigirem das empresas ações de benefício para a maioria, criando empresas com responsabilidade social pois o mercado consumidor é o maior influenciador nas atitudes das corporações.

4 comentários:

  1. hahahahaha^^
    NA verdade seria Cunista, mas como soa feio...pq não unista?
    =DDay

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  2. Plagiando você... "Fodástico".

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  3. Hahahahahaha, me senti numa revisão escolar. Dá até saudade do sentimento de revolta que o assunto brotava em mim. Sozinhos não fazemos nada, mas em grupo, quem sabe... ^^

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