Venda sem prescrição médica

Overdosem-se!

sábado, 27 de novembro de 2010

Desfarçar o que não quer calar? Não cola... - parte I

Sobre a situação de desrespeito aos Direitos Humanos na China



No entanto, a perseguição do governo não se limita aos recém-mencionados. Sentenciados por julgamentos injustos, pessoas são levadas à tortura, a campos de trabalho forçado ou condenadas à pena de morte. Na China, os acusados são impedidos de contratar um advogado à sua escolha. Também o acesso aos familiares é negado, pois as famílias não são notificadas das datas dos julgamentos. Existe ainda ingerência política nas decisões judiciais, a citar a audiência de Liu Xiaobo (Prêmio Nobel da Paz de 2010 e condenado a 11 anos de cárcere por “incitar a subversão contra o poder Estatal) na qual só foram concedidos 20 minutos para apresentação da defesa.

Como se não bastasse, o Estado chinês limita a liberdade de expressão e de crença. As autoridades controlam toda a produção jornalística e o conteúdo divulgado na Web. Os servidores de internet bloqueiam publicações de sites que “cometem calúnia contra o sistema político do país” e é proibido o acesso a expressões tal qual “Praça da Paz Celestial”. [1]

 Os protestos de trabalhadores também são duramente reprimidos. Dentre as condições desumanas reclamadas: operários são obrigados a trabalhar mais que o normal (em um país cuja jornada semanal é de 60 horas), outros são proibidos de falar durante o trabalho ou são multados por irem ao banheiro. Na cidade de Shenzhen, a Anistia afirma que a cada dia, uma média de 13 trabalhadores de fábricas perde um dedo ou um braço em acidentes de trabalho[2]. Sem contar as denúncias feitas pela China Labor Watch (CLW), uma organização com sede em Nova York que monitora o respeito aos direitos humanos na China, a respeito da presença de trabalho infantil em transnacionais no país.[3]

Quanto à religião, a Anistia internacional tem conhecimento de que sacerdotes ou bispos católicos que se negaram a fazer parte da Associação Católica Patriótica chinesa continuam sendo detidos e presos em regime sem comunicação e desaparecimento forçado.

No “Gigante asiático” existe ainda a prática de reclusão sem julgamento. Pessoas que nunca receberam condenação formal são direcionadas para campos de “reeducação através do trabalho”, “aulas de formação jurídica”, “classes de estudo e, ainda, instituições de saúde mental. 

Em paralelo, a tortura é habitual nos lugares de detenção. Os métodos variam de surras (muitas vezes com aparelhos elétricos), alimentação forçada, privação de sono a injeção de fármacos desconhecidos. A pena de morte também é largamente utilizada, inclusive para delitos não violentos. 



[1]  Ver PERES, Leandra. A grande hipocrisia. Veja, São Paulo, 22/10/2003 (disponível em  http://veja.abril.com.br/221003/p_128.html);
[2] Disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2002/020501_chinafn.shtml

sábado, 16 de outubro de 2010

domingo, 22 de agosto de 2010

Admirável Mundo-ovo

Acabei de voltar de Maceió. Tomei o ônibus por volta das 17h e agora, cinco horas depois, tomo este café.
Mesmo sentada, andei pensando em certas coisas - não lá tão certas. Mas irei compartilhá-las.

O ônibus da Real Alagoas estava bem distante da típica realidade. Exceto por uns 8 passageiros pontilhados, o bus estava vazio! Confesso que isso não me incomodou nem um pouco. Dessa maneira, eu pude passar mais da metade do percurso bem acomodada, dormindo deitada nas duas poltronas - afinal, minhas pernas valem por dois (ou seria meu egoísmo?). Enfim, só sei que o veículo foi parando, parando, parou.

Os 30 e poucos lugares restantes foram ocupados. O ônibus do horário anterior ao que eu tinha pego, quebrou. E a minha mordomia foi também quebrada: Moisés apareceu ao meu lado. Ele estudava geografia, pediu transferência, passou num concurso de policial, passou três meses em São Paulo pra fazer uma especialização em segurança pública. Passo a passo, ele me contava. Percebi nele uma imensa vontade de lutar. Admirável. Gostava de tocar guitarra, de ouvir algumas bandas em comum. Parou no aeroporto. Aperto de mãos e desce.

Paro na rodoviária. As mãos do taxista no volante. Pergunto e pergunto, até que ele me pergunta:
- Você é repórter?
haha
-Não. Sou curiosa mesmo.=D
Ele aperta o dinheiro e eu subo.

Adentrei o prédio feliz por ter exercitado a minha capacidade comunicativa. E  porque a minha juba impelia a água cadente.

O que eu quero finalmente dizer?

Existem pessoas que passam pela sua vida e você nunca mais terá notícias delas. Não que eu queeira entrar em contato com elas, nah. Mas hoje eu estranhei isso. Cometas.

Creio que é importante conhecer o mundinho de cada um. Pelo menos assim, eu não me sinto tão enclausurada. Nem eles.

Ret icên cias


Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Como um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a tudo
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar

São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar

Chico Buáá(rque) 

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa;
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem!

sábado, 6 de março de 2010

FOCAR NO FOCO

"Não se esqueça de concentrar toda a atenção no que o cerca de perto. Não se ocupe com metas distantes, se não quiser cair do precipício.

Entretanto, não se esqueça da sua meta. Lembre-se dela sem cessar e mantenha vivo o seu ardor por atingí-la, para não perder a direção certa.

Não seja curioso demais e não perca tempo com o que atrai a sua atenção, mas não vale a pena. O tempo é precioso e não deve ser desperdiçado com coisas sem relação direta com a sua meta.

Lembre-se de onde está e o porquê de estar ali.
Não se poupe e lembre-se de que jamais qualquer esforço é feito em vão.
E agora pode iniciar a caminhada."

G.I.Gurdieff - filósofo

terça-feira, 2 de março de 2010

O homem; as viagens

http://www.youtube.com/watch?v=hsGP-fVuhtc
(Vale a pena ver o vídeo e escutar a música do Barão, muito inspirada no inspirador poema "Desejo primeiro - de Victor Hugo)


O homem, bicho da terra tão pequeno
Chateia-se na terra
Lugar de muita miséria e pouca diversão,
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo
Toca para a lua
Desce cauteloso na lua
Pisa na lua
Planta bandeirola na lua
Experimenta a lua
Coloniza a lua
Civiliza a lua
Humaniza a lua.

Lua humanizada: tão igual à terra.
O homem chateia-se na lua.
Vamos para marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em marte
Pisa em marte
Experimenta
Coloniza
Civiliza
Humaniza marte com engenho e arte.

Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro — diz o engenho
Sofisticado e dócil.
Vamos a vênus.
O homem põe o pé em vênus,
Vê o visto — é isto?
Idem
Idem
Idem.

O homem funde a cuca se não for a júpiter
Proclamar justiça junto com injustiça
Repetir a fossa
Repetir o inquieto
Repetitório.

Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira terra-a-terra.
O homem chega ao sol ou dá uma volta
Só para tever?
Não-vê que ele inventa
Roupa insiderável de viver no sol.
Põe o pé e:
Mas que chato é o sol, falso touro
Espanhol domado.

Restam outros sistemas fora
Do solar a col-
Onizar.
Ao acabarem todos
Só resta ao homem
(estará equipado?)
A dificílima dangerosíssima viagem
De si a si mesmo:
Pôr o pé no chão
Do seu coração
Experimentar
Colonizar
Civilizar
Humanizar
O homem
Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
A perene, insuspeitada alegria
De con-viver.

(Ahhh...Drumond)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

ExitenciALL


Trabalhava 17 horas por dia
Na maquinaria
Mulher ou máquina?
Ela se confundia
Não tinha família.
Tinha, mas não convivia
Não tinha amigas.
Tinha, mas a distância entre as máquinas
Fazia crer que não as tinha.
Não tinha dinheiro
Até tinha, mas só dava pra uns dias.
Ela tinha força.
Pra permanecer de pé após 17 horas em pé.
Não tinha dente,
Se perguntassem religião?
Era crente no grande Gandhi
Se perguntassem se ainda era gente
Apesar de não parecer, ela era gente. Não era?
Era.
Foi atropelada na Índia.
Sem dó nem piedade.
Não pelo "Tata Nano"
Foi atropelada pelo destino. 

O que me leva a uma reflexão corriqueira: As pessoas nascem numa determinada circunstância - época de guerra, tempos de paz, lugar desigual, lugar com oportunidades, lugar em que homens são máquinas, lugar em que pudles valem mais que gente, família desestruturada, família aparentemente estruturada, família de valores que se prezem. 
Enfim, nós somos "jogados" nessa loucura assim que nascemos. E é exatamente em qual parte do tabuleiro caímos que vai determinar quem somos ou o que teremos de passar para sermos o que somos, o que nos moldará.
É como se fôssemos mesmo o barro dito no Gênesis onde as condições as quais são impostas a nós (e que muitas vezes são decisões alheias que irão interferir na nossa própria realidade) são as palhetadas que darão forma à escultura: nós mesmos. 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Através do caminho

Impossível atravessar a vida
sem que um trabalho saia mal feito,
sem que uma amizade cause decepção,
sem padecer com alguma doença,
sem que uma amor nos abandone,
sem que ninguém da família morra,
sem que a gente se engane em um negócio.
Esse é o custo de viver.

O importante não é o que acontece, mas como você reage.

Você cresce quando não perde a esperança, nem diminui a vontade, nem perde a fé.

Quando aceita a realidade e tem orghulho de vivê-la.

Quando aceita seu destino, mas tem garra para mudá-lo.

Quando aceita o que deixa para trás, construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.
Cresce quando supera, se valoriza e sabe dar frutos.

Cresce quando abre caminho, assimila experiências e semeia raízes.

Cresce quando se impõe metas, sem se importar com comentários, nem julgamentos quando dá exemplos, sem se importa\r com o desdém quando você cumpre o seu trabalho.

Cresce quando é forte de caráter, sustentado por sua formação, sensível por temperamento e humano por nascimento!

Cresce quando enfrenta o inverno mesmo que perca folhas, colhe flores mesmo que tenham espinhos e marca o caminho mesmo que se lavante o pó.

Cresce quando é capaz de lidar com resíduos de ilusões, é capaz de perfumar-se com flores e de se elevar por amor!

Cresce ajudando seus semelhantes, conhecendo a si mesmo e dando à vida mais do que recebe.

Assim se cresce.

(Zuza Zapata)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

CopeNHAC!