O texto a seguir seguirá a forma de uma espécie de funil, isto é, começarei com exemplos do nível macrossistêmico que vão chegando aonde eu quero chegar. Cuma? =P
2009, Recife. Estava eu e mais duas pessoas na praça da Jaqueira numa espécie de “terapia alcoólicos anônimos”. Na verdade esse seria o fim do encontro, o começo dos vômitos até então enovelados na garganta se deu quando os 3 resolveram apenas passear no parque, porém, chegou um momento em que eu decidi correr, tristemente, uma desculpa para me distanciar da boa companhia e tirar um tempo para alguém que até então eu tinha dado um tempo: eu.
Pra ser sincera, o objetivo de correr era o de que, dessa maneira, eu aumentaria minha taxa de endorfina, serotonina e outras inas mais (não, o tempo ainda não tava a ponto de cocaína =P). Sabe aquela música do Roberto Carlos? “Então eu coooorro demais”. Pronto, eu só pensava nela, mas meus motivos eram outros. Conclusão, meus amigos me acharam, a gente conversou, compartilhou opiniões, experiências e aí, sim, eu melhorei, a corrida não tinha me afetado em quase nada.
Daí eu posso tirar que ao invés de eu tirar algum espinho que poderia estar me furando, eu tomava uma anestesia, mas quando eu efeito passava, o espinho ainda estava dentro e voltava a doer...
O mesmo ocorreria se eu tivesse consumido as tão sonhadas sessões de acupuntura... ahhhh(suspiros estilos depois que se bebe um copo de cerveja gelada) Ou seja, mais uma vez eu estaria atacando o alvo errado.
É quase os EUA ao insistirem, principalmente na era Bush filho, em afirmar globalmente que a questão do terrorismo é única e exclusivamente causada devido ao fundamento religioso islâmico. Negando, assim, a realidade de inúmeras intervenções estadunidenses na região deles (Iraque, Afeganistão), impondo a democracia, mas carregando com ela uma série de valores responsáveis por pôr os árabes numa espécie de crise de identidade, logo, frustrados. O terrorismo seria uma espécie de válvula de escape de tanta insatisfação em meio ao universo globalizado padronizador de modelos de organização sociais, fazendo com que árabes se sintam a ovelha negra da família dos humanos.(uhh) O último grito esganiçado quer ser ouvido com o sentido de “será possível que só assim v6 vão atender às nossas reclamações?!”
Visto por esse ponto, os ataques empenhados (Jihad= empenho, não guerra-santa como o ocidente costuma pregar) de homens-bomba suicidas são semelhante à luta armada exercida por Nelson Mandela. No caso da África do Sul, o estrangulamento da esmagadora maioria da população proporcionado pelo regime racista do apartheid só foi solucionado graças aos esforços para alarmar para a situação porque como em várias atividades, as pessoas só querem agir quando o problema chega a elas (quem vai a uma reunião sindical? Agora, se começar a faltar água direto? Com certeza, muitos que nunca deram as caras, vão aparecer, não é verdade?)
Voltando... os ataques de 11 de setembro serviram para alarmar os americanos (já que mexeram com eles) como se fosse o único jeito de chamar atenção para o que estava se passando na área em que os EUA estavam intervindo.
Enfim, todos nós estávamos nos concentrando num alvo capaz de aliviar-nos momentaneamente. Aliviar, não resolver.
É aí que entra o embate acerca do assistencialismo. As ações efetivadas funcionam como um alívio, mas não abrangem o suficiente para chegar próximo de uma solução. Por essa razão, dou mais apoio à formação de cientistas sociais aptos a identificar, analisar e criar projetos a fim de solucionar a questão da marginalidade e da violência nos grandes centros,por exemplo, ou então maneiras de como escolas públicas de todo um Estado podem se tornar melhores. No caso, fiquei sabendo da ação de uma cientista social de SP que colocou metas, avaliadas através exames, e se tais metas fossem atingidas, existiriam efeitos nos próprios salários de todos os participantes; essa idéia surtiu efeito.
Pois do mesmo modo que um economista cria estratégias a fim de garantir o melhor desempenho do país no mercado, um cientista social faz (ou faria?) o mesmo, mas a fim de proporcionar que vários segmentos da sociedade possuam espaço para exercer suas potencialidades, tornando a sociedade melhor para todos, com menos obstáculos ( se esses forem trazidos em decorrência das más relações sociais – exclusão que gera violência que afeta famílias de todas as classes).
Enfim, o serviço social é importante, pois ameniza uma realidade drástica, é uma espécie de medida emergencial (quase uma pílula do dia seguinte =D), mas que não pode estar solitária. Não deve estar desassociado das ciências sociais, caso contrário, o efeito é diminuído. É tipo, assistencialismo serve a curto prazo e cientismo (=P) a longo prazo.
Mas se governos após governos não se interessam, em geral, por ações de efeito só em gerações seguintes, gerações essas que podem estar sendo governadas por alguém da oposição. A oposição levará os méritos? Então, nota-se praticamente o abandono de projetos de benefício a longo prazo. O mais eficente seria se houvessem os dois.
Afinal, alguma coisa tem que ser feita na 9ª economia global e ljsafhsjlsjhglshglks 75º de nível de IDH! o O
Lembro bem de quando meu cabelo estava caótico e minha mãe insistia em alisar a raiz dos cachinhos meus (acho que ela queria ‘cortar o mau pela raiz’, mas...=D). Certo, ele fica bom, não vou mentir, mas de lá alguns meses tudo se repetia, até que se tornou uma dependência. Amenizava, não resolvia. Poizé... Ainda bem que eu aprendi que não se deve cuidar deles como se eles fossem lisos, assim como também não se deve dar uma banana a um leão e x kg de filé mignon a alguma “velha” aproveitadora... hunf...
Bom, baixando o nível mediante o uso de termos chulos, MAS CLAROS, abro a boca para falar (ou seria aperto teclas pra digitar?) que ONGs e serviço social são úteis e incentivadas simplesmente porque elas “limpam a merda que outros cagam”. De modo que elas acabam tirando um papel que seria do Estado. Tá certo que o Estado não faz nada por si só e que as pessoas acabam buscando outras formas de realizar algum trabalho de responsabilidade social. Acontece que primordialmente deveria ser exigido, cobrado do Estado o cumprimento do papel que foi confiado a ele. Por exemplo, algumas escolas públicas no sul do Brasil funcionam graças à participação e cobrança dos pais que exigem dos governantes um ensino de qualidade. Já no restante do país quando o ensino público teve a qualidade diminuída (era Vargas era bom o ensino) o que foi que os afetados preferiram fazer? Aceitar um ensino particular, mas de qualidade, enquanto o mais correto teria sido cobrar dos responsáveis o bom funcionamento das escolas. Mas acho que o que aconteceu foi mais um típico simbolismo de status: ter filhos em escola particular traz mais reconhecimento que colocá-los em escola pública.
Enfim, sou a favor de cotas (falta definir quem é negro) porque daqui que vá ser melhorado o sistema vai ser mais um século de desigualdade! Também, concordo com a política do Bolsa- escola, tá certo que é útil para alimentar não só quem deve, mas também a mamata de muitos políticos e o eleitorado deles. Mas é fato que, por outro lado, há mudanças no hábito de ir para escola e que só serão notadas gerações a frente.
Para concluir, não é somente pôr a minhoca na boca dos passarinhos, mas também ensiná-los a voar e caçar seu próprio alimento (versão menos clichê de “ensinar a pescar”). Como isso pode acontecer? Políticas sociais sócias de assistenciais.
Bom aqui está:
Bom aqui está:
http://www.youtube.com/watch?v=kDauPMPIEDw&feature=related
Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...
A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte...
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer...
Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...
A gente não quer só comer
A gente quer comer
E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer
Pra aliviar a dor...
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade...
Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...
A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte...
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer...
A gente não quer só comer
A gente quer comer
E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer
Pra aliviar a dor...
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade...
Diversão e arte
Para qualquer parte
Diversão, balé
Como a vida quer
Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo!
Necessidade, vontade!
Necessidade...
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...
A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte...
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer...
Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...
A gente não quer só comer
A gente quer comer
E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer
Pra aliviar a dor...
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade...
Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...
A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte...
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer...
A gente não quer só comer
A gente quer comer
E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer
Pra aliviar a dor...
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade...
Diversão e arte
Para qualquer parte
Diversão, balé
Como a vida quer
Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo!
Necessidade, vontade!
Necessidade...
Daí se tira que a característica fundamental do humano é o seu aspecto criativo. O homem pode ser muitas coisas de muitas formas diferentes e está sempre se reinventando. Não é apenas animalidade. Não apenas vice ou sobrevive para comer e se multiplicar.
Precisa de muito mais para que seja verdadeiramente humano. A comida é essencial, mas não constitui condição suficiente para a efetiva realização e desenvolvimento do humano.
Precisamos de arte, sexo, conhecimento, viagens, sonhos, crenças, novas experiências. Sobretudo, precisamos criar, reinventando o que entendemos por humano. Deixar de produzir o novo, amesquinhar nossos objetivos, reduzindo-os a mera busca de mais e mais capital seria o mesmo que abandonar a característica definidora do nosso ser.
Falando em Brasil, uma parte significativa da nossa população se encontra abaixo da linha de pobreza. Outra parte, apesar de possuir certo conforto material tem dificuldade de acesso aos bens culturais, os poucos que há são produzidos muitas vezes para uma certa elite pensante.
“E agora, José?” Maria, João, Joana, Ana, Josefa, Camila, Paula, Diogo, Rodrigo, Ricardo, Jéssica, Mariana, Vítor, Suzana, Amanda, Rafael, Mário, Pedro, povo brasileiro...
E não me venham com “ E daí, Day?”